15/01/2011

Lampreia é com Vinhão!



Chegou a época da Lampreia 2011!

E o Aguião assinala o acontecimento, recomendando uma vez mais a todos os bons apreciadores deste "prato de excelência" experimentá-lo, quer marinado, quer degostado na companhia de um Verde Tinto de qualidade. Um Vinhão, como o clássico Aguião!

A rota do Aguião

Para facilitar essa "experiência", publicámos abaixo a lista dos principais restaurantes e garrafeiras onde encontar o Aguião, Vinhão da Colheita 2010, com 13º

Região de Lisboa: - Cacho Dourado, Rua Eça de Queirós, 5 (Ao Marquês). Tel 213543671
- Santiago, Portas de Santo Antão (Rossio). Tel 213421513
- Tasca do João, Rua do Lumiar, 122. Tel 217590311
- Dom Feijão, Lg. Machado de Assis, 7-B (Alvalade) Tel 218464038
- David da Buraca, Buraca. Tel 217606247
- Charrua do Lavrador, Av. Duque dÁvila, 11. Tel 213563449
- Cartaxeiro, Fonte dos Castanheiros, Caneças. Tel 219809200
- Rio Vez, Pç. S. João, 8, Pontinha. Tel 214792409
- Margem Tejo, Estrada de Moscavide, 32. Tel 218521389
- Cave Real, Av. 5 de Outubro, 13. Tel 213544065
- Serra da Estrela, Prof. Sousa Câmara, 138. Tel 213851180
- Tascardoso, R. Século, 246. Tel 21.3427578
- Toscana, R. Sacramento a Alcantara, 74. Tel 21.3968633
- Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, R. Augusto Rosa, 58-1º (Sé). Tel 218869847
- Casa Courense, R. General Taborda, 18. Tel 213880094
- Carvoaria, Rua Basilio Teles, 4 (Pça. Espanha). Tel 217262173
- Churrasquinho, S. João da Talha. Tel 219555611
- Os Courenses, R. José Duro, 27 D (Alvalade). Tel 21.8473619
- Adega Tia Matilde, R. Dr. Alvaro de Castro (Rego). Tel 217972172
- Campinas, R. Junqueira, 48 (Alcantara). Tel 213639893
- Pantanal, Póvoa de Sto. Adrião. Tel 21 9377224
- Imperio de Cristal, Prior Velho. Tel 219417315

E nas Garrafeiras:
-Charcutaria Riviera, Av. da Igreja, (Alvalade). Tel 21.8497620
-Charcutaria Tábuas,ao Lg. de S. Domingos. Tel 213426169
Região do Porto:
Gaveto, Av. Serpa Pinto, Matosinhos. Tel 22. 9378796
Porto Rio,R. Fernão de Magalhães, 81, Rio Tinto. Tel 22.4891838
Escondidinho, R. Passos Manuel, 142-146, Porto. Tel 22.2001079
O Bem Arranjadinho, Trav. do Matinho, 2, Leça de Palmeira. Tel: 229952106
Fonte do Mar, Lg. da Fonte Seca, 4, Leça de Palmeira. Tel: 229952439
Santiago, R. Olivia Teles, 9, Praia da Granja. Tel 22.7620714
Garrafeira: Augusto Leite, Foz. Tel 22.6179197
Região Centro:
A Lúria, Portela S. Pedro, Tomar. Tel 249.381402
Praça Velha, Pç. Luis de Camões, Castelo Branco. Tel 272.328640
Marisqueira O Carlos, R. Fonte Nova, Castelo Branco. Tel 272.331147
Telheiro do Abílio, Rua do Terminal, Castelo Branco. Tel 272.347303
Encosta do Castelo, Ubaniz.do Castelo, Castelo Branco. Tel 272.327308
Senhora Mércoles, Senhora Mércoles, Casterlo Branco. Tel 272.3312783
Zé do Fóia, Est. do Montalvão, Castelo Branco. Tel 272.083026
O Pinguim, R. Espírito Santo, Castelo Branco. Tel 272.343236
Amazonas, R. Dr. Jaime Lopes Dias, Castelo Branco. Tel 272345524
Albergaria D. Dinis, Vila de Rei. Tel 274 898066
Sangrinhal Turismo Rural, Estrada de Boidobra, Covilhã. Tlm 912267421
O Mário, Alcaria, Fundão. Tel 275750001
Casa Matos, Salreu, Aveiro
Garrafeira: Romão, Proença-a-Nova. Tel 274.672588
Zona Norte:
Tão extensa e diversificada é essa lista, sobretudo no que ao Alto Minho toca, que aconselhámos consultá-la no nosso site www.torredeaguia.com

30/11/2010

Vinhão da Colheita 2010


Precedido da crescente fama que lhe concederam as medalhas ganhas no presente ano, para a Vinha 1 de Ouro, e para o Vinhão 3: 1 de Ouro e 2 de Prata, está já em circulação a safra de 2010, com 13º, e a promessa de dar muito que falar.

Registámos aqui o seu aparecimento e desejamos-lhe um longo, proficuo e surpreendente percurso.

Onde encontrá-lo?

Nas seguintes Garrafeiras:
Lisboa: Charcutaria Riviera (Alvalade)
Porto: Augusto Leite (Passeio Alegre)
Viana do Castelo: Perola da China e Francisco Sá
Vila do Conde: Vinho e Prazeres
Valença do Minho: Aromas de Vinho, Decanter, Vasco da Gama
Vila Nova de Cerveira: Baco
Caminha: Baco
Moledo: Vinogrande
Vila Praia de Âncora: Ancorvinhos

Contactos: Tlm/ 962 605 674
Youtube: torredeaguia
Facebook: Aguião

19/11/2010

Almocreves no século XXI ?




"Almocreves somos na mesma estrada andámos"



In "O Coura" de 30 de Maio de 2006



Recordar é viver! E eu, de vez em quando, dou comigo a recordar episódios marcantes da minha infância. Episódios que me trazem à memória os ambientes coloridos e o pitoresco da animada vida rural de antanho, em contraposição com o cinzentismo estressante da modernidade industrializada. Foi o que me aconteceu um dia destes, entrando pelas avenidas largas mas entupidas da capital, ao volante do meu Seat Leon cor prata, carregado com caixas de Vinhão. À medida que progredia lentamente no enervante para-arranca, mergulhando nos poluídos aromas daquelas barulhentas artérias, em modos de descontracção vieram-me à retina uma das mais marcantes lembranças da minha já remota e saudosa infância. A dos almocreves que oriundos do alto das serras de Coura desciam ao Vale do Vez, com os seus cavalos e os seus típicos odres, a abastecer-se do néctar dos deuses na Quinta de Aguiã, onde eu por aqueles dias levava uma existência despreocupada, longe de tanta azáfama e agitação.
Confrontado agora com o buliço da capital, entre semáforo e semáforo, dei comigo a cogitar: existirão ainda almocreves neste nosso século XXI ? Porque se há, eu quero conhecê-los, saber mais e melhor da sua "lide" e, quem sabe, pedir para ser um deles. Pois lá diz o velho ditado: "Almocreves somos, na mesma estrada andámos!".
À medida que chegava ao meu destino, e tinha a satisfação de conhecer o grupo de courenses de escol que o Sr. Diamantino Fernandes me fizera a gentileza de apresentar, todos bem instalados na restauração da capital, zelando sem cessar pela saúde e pelo futuro do País - mens sana in corpore sano! - cada vez admirava mais os almocreves de antigamente e a terra que os gerava.
Daí esta vontade firme de pedir ao Sr. Diamantino que, através das páginas de "O Coura" - incansável defensor das nossas sadias tradições - procurásse reviver, à semelhança com o que fizera recentemente com os carreteiros e os seus "carros do passado no presente", o ambiente e a gesta dos almocreves cuja missão era aliviar a sacrificada luta do dia a dia das populações serranas, revigorando-lhes na alma mais do que na garganta a esperança num mundo melhor.
Enquanto que eu, confortado pela galharda simpatia com que me receberam estes ferrenhos courenses, e vivamente surpreso com a inesperada aceitação do meu Vinhão pelas laboriosas gentes da capital, assíduas do "Cacho Dourado", do "Santiago" e do "Campinas", sentia-me feliz e imaginava ser um deles. Por isso gostava de lhes dirigir nas páginas deste jornal um pedido:


- Oh, vós almocreves das Terras do Coyra, que nos antecedestes com o sinal da vossa fé, descei, caracoleando os vossos cavalos, dessas serras brumosas onde vos exilastes, vinde até as lezírias a derramar o vinho precioso e regenerador dos vossos odres pelas gargantas sedentas da capital!
Simão Pedro de Aguiã
Quinta de Aguiã
25 - v - 2006
Nota: Esta reminiscência da minha infância publicada em 2006, passados agora que são 4 anos, ganha uma inesperada actualidade, dado o enorme sucesso que tem tido o Aguião na Capital, em boa medida pelas mãos generosas de courenses descendentes daqueles heróicos almocreves de antanho. Pelo que acho oportuno divulgá-la neste blogue, num momento em que aquela Esperança começa a tornar-se uma Realidade cheia de Futuro. E ao fazê-lo publicito aqui o meu eterno agradecimento a quantos tem colaborado na Grande Lisboa com este percurso de sucesso. Mas também uma homenagem póstuma ao prezado Sr. Vidal Ferreira, dono do Campinas, que me honrou com o seu apreço desde aqueles primeiros momentos e que acaba de alcançar o Eterno Descanso.

11/11/2010

No S. Martinho, castanhas é com Vinhão! Porque não?...

Neste dia de S. Martinho, dando continuidade a uma iniciativa que já vinha promovendo discretamente no Norte nos últimos anos, o Aguião decidiu "arregaçar as mangas", encher-se de coragem e vir dar à prova o perfume do seu Vinhão Portugal afora, até as avenidas da Capital!
A experiência não correu mal e talvez venha para ficar...


Os gerentes da conhecida casa lisboeta O Cacho Dourado, os primeiros promotores deste famoso Vinhão na Capital, com o seu produtor.








Os donos da Carvoaria, ali ao lado da Praça de Espanha, a divulgar o bom nome do Alto Minho.






Os directores da Casa Courense, durante o magusto promovido no dia 14 de Novembro
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05/10/2010

A Colheita 2010 do Aguião

No dia 4 de Outubro chegou ao fim a vindima na Quinta da Aguião, em ambiente de grande alegria e satisfação pela ardorosa conclusão de mais um Ciclo da Vinha, e de enorme espectativa sobre a boa qualidade da colheita 2010.

E, entre o dia 5 e o dia 10 de Outubro, quem passar pela Festas das Colheitas de Vila Verde, faça uma visita ao Stand do Aguião e venha provar o vinhão novo, que se recomenda...



12/09/2010

Festa das Vindimas e Pisada do Aguião

Dia 2 de Outubro às 21.30 hs
Também no Minho a Alegria está a voltar ao campo, com as Vindimas e Pisada do Vinhão, casta cujo prestígio tem crescido a um nível já internacional.
A Quinta do Aguião tem razões de sobra para promover a popular Festa das Vindimas neste ano que ganhou 4 Medalhas: 2 de Ouro e 2 de Prata.
E prepara-se para obter uma das maiores e talvez melhores das suas colheitas. Por isso convida os seus amigos e apreciadores a virem dar mais força a esta Tradição,
Pisando... cantando.... e dançando!
Aperitivo
Como meio de antever as Vindimas e Pisada 2010, recomendámos ver no Youtube, em Aguião, um resumo de 4 minutos de um Filme gravado no ano passado, que está à venda por 20,00, e que recomendámos vivamente a todos os apreciadores das nossas tradições que queiram ser também promotores e difusores de usos e costumes seculares que a modernidade teima em fazer acabar...
Para ver, clique em:

22/06/2010

A excelência dos vinhos dos Arcos

Vinhos arcuenses
Forneciam já as Armadas da Índia
No passado dia 28 de Maio, no Palácio da Bolsa no Porto, realizou-se a gala para a entrega dos prémios aos "Melhores Verdes 2009". Com a presença da cantora Teresa Salgueiro, que com as suas sonoras melodias abriu e encerrou esta solene sessão, desfilaram as principais marcas dos vinhos verdes que já nos habituaram com a excelência deste nectar único no mundo. Registámos com especial satisfação que a primeira marca a ser chamada ao palco nessa noite foi precisamente dos Arcos de Valdevez, a Quinta de Aguiã, para receber a Medalha de Ouro da "Melhor Vinha 2009", justo prémio a quem reconhece que sem boa vinha não há bom vinho. O que ficou provado logo a seguir, quando na sequência dos prémios, o representante desta secular quinta arcuense ainda voltou a ser chamado para receber a Medalha de Prata com que foi distinguido o seu Vinhão da colheita 2009.
Mas essa noite reservava outras surpresas para o nosso Concelho. Pela Quinta de Andorinha que também foi distinguida com a Medalha de Prata para a sua vinha, enquanto a Quinta dos Abrigueiros com a de Bronze para o seu Loureiro.
Aquela solene noite foi de gala também para os vinhos arcuenses, distinguidos de modo inédito por tantos prémios, tão expressivos, num concurso tão prestigiado e de uma só feita.
A volta às origens
"É a volta ao passado!", sintetizou Simão Pedro de Aguiã exibindo os dois belos troféus que recebeu, onde folhas de videira se fundem artisticamente em forma de bola, como que a apontar para o mundial da África do Sul. E explicou: "Todos sabemos que já na Idade Média as vinhas ocupavam a maior parte da área agrícola do nosso concelho, em regime de monocultura. Por isso o cacho de uva figura no nosso brazão. O que nem todos recordam é que na época dos Descobrimentos os nossos vinhos gozavam de tanto prestígio que alguns reis chegaram a mandar cá emissários para fornecer dele as Armadas da Índia. E que no século XVIII, segundo as Memórias Paroquiais publicadas recentemente pela Câmara, ele era considerado "bem maduro" e "dos melhores da Ribeira Lima". Estámos a voltar às origens e à excelência que nos permitia a "cepa redonda", de que começamos a ser arredados desde que aqui foi introduzido o cultivo do milho, batata e feijão após a descoberta do novo mundo, quando as nossas vinhas se sentiram "empurradas" para as bordaduras dos campos e conformando-se em crescer desmedidamente ao alto, trocando a qualidade pela quantidade".
In "Noticias dos Arcos", de 17 de Junho de 2010
Conferir:
- "O País dos Verdes. De um promissor início a uma menoridade historiográfica", pelo Prof. Dr. Aurélio de Oliveira, da FL da UP, In "Actas do 1º Congresso Internacional de Vinho Verde", 19-21/11/2007, Edição da Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho e da Confraria do Vinho Verde, páginas 59-94;
- "As freguesias do Concelho dos Arcos de Valdevez nas Memórias Paroquiais de 1758", coordenação do Prof. Dr. José Viriato Capela, da UM, edição da Câmara Municipal, 2005, páginas 57, 74, 93 e 104.